quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

inacabado

Abri uma gaveta e tirei tudo fora: pastas, documentos, fotos, cartas, objetos. Resolvi colocar cada coisa em seu devido lugar organizando aquela bagunça.
Peguei um envelope, escrevi "documentos pessoais" e lá coloquei minha certidão de nascimento, meu comprovante de dispensa militar, etc. Em outro, coloquei meus exames médicos, receitas, radiografia, entre outros e dei o nome de "documentos médicos". Vi o próximo objeto, parei, notei que era uma pequena carta, de uma ex. Sorri e fui ler o que havia... Encontrei ainda um marca páginas, fotos, bilhetes. Olhei ao redor do quarto e havia uma "caneca do amor", uma latinha de alfajor, uma caixa de bombons godiva, uns livros... e eu novamente sorri, e me entristeci, e senti saudade, e vontade.
Essa bagunça é nada mais do que eu. Cada coisinha dessas carrega consigo um pedaço de mim, de quem me deu e até daquele momento e isso é indissolúvel.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Chego em casa e cozinho para mim (nós).
Faço uma bagunça, mas não há problema. Amanhã darei (daremos) um jeito nisso tudo.
A comida está boa, repito (repetimos) o prato. Não é nada demais, é o meu (nosso) dia a dia. É assim que faço (fazemos).
Estou bêbado e escrevo sobre mim (nós), sobre o que estou (estamos) fazendo.

Na verdade, continuo fazendo o que sempre fiz, agora só, antes nós.