quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sinto a minha falta.
Perguntei a mim mesmo se me namoraria. Silêncio.

Quanto rolinhos eu tenho? Nenhum. Dependendo do ponto de vista é zero ou alguns, tudo isso depende do que se define por "rolinho". Há 5 anos eu responderia facilmente essa questão com: "um" ou "nenhum". Era tudo mais claro, mais simples. Os sentimentos também.
Meu último namoro foi prático e confortável até quehouve uma grande intensidade de loucura, de loucura, não de paixão. A paixonite, tal qual uma gripe, durou no máximo duas semanas e o restante do relacionamento foi sendo levado por comodismo. Eu tinha um personagem que se encaixava perfeitamente no papel de "namorado ideal". Eu sou assim, hoje eu sou assim. Foi um namoro que até hoje não me custou uma gota de lágrima sequer. Foi seco.

Não posso dizer que sinto falta dos dramas gigantes, das brigas horrendas, dos ciúmes bestas e do sexo depois de tudo isso... desse sexo eu sinto falta sim. Há uma saudade de um EU que não volta mais, que talvez a esta ilha e este continente não perteça mais. Provavel mesmo que ele não existe mais, deteriorou-se por anos até se romper no começo desse. Finalmente, e como esperado desde criança, estou sem vínculos e sem conseguir criá-los. Finalmente livre, finalmente posso me lançar ao mundo, ao nada. Posso pegar uma mochila e sair. Posso sair para viajar, estudar, mas mais que tudo, devo reencontrar a vida.

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