quarta-feira, 18 de junho de 2014

Descobri que era um homem "feito" quando, por escolha própria, deixei o amor da minha vida (até então) por algo que eu conseguia crer ser o mais acertado. Escolhi a paz de uma relação estável, repleta de cumplicidade e de projetos em comum em detrimento de outra, cheia de paixão e amor, mas também de angústia e tormenta.

Depois, descobri que passaria mais uma vez por um fim desastroso, repleto de xingamentos, surtos, cenas e frases como "só te fiz de objeto da minha necessidade de companhia". Mas, foi novamente nessa situação, que me afirmei como um integrante do mundo dos adultos. Essa dor, do término, em nada alterou a minha nova obrigação: o trabalho, recém começado. Levantei todos os dias e dei meu melhor, e consegui.

Na semana seguinte, foi a vez da minha avó ser diagnosticada com câncer de mama. Na outra, o falecimento da minha madrinha. E, nesta, foi meu colega que, num acidente de carro, perdeu a vida.

Estou aqui, com uma sinusite e uma faringite horríveis. Acordando todos os dias às 7 para trabalhar e enfrentar o mundo, deixando amores e descobrindo novos caminhos. Não há o que não se possa enfrentar. Não há regras de como se viver, não há auto-ajuda que explique o mundo. Estou aqui contando e desabafando para mim mesmo alguns dos últimos acontecimentos. Nas crises, descobri grandes amigos, descobri que não estava só e descobri que, mesmo só, poderia continuar carregando o mundo. E não porquê sou especial, mas porque é algo natural do ser humano.

Eu, no meu caso, descobri que no sofrimento de um namoro frustrado, havia inúmeros amigos para abraçar. Que na perda de um ente querido ou na doença de um familiar próximo, a família estaria ali, unida e forte, pronta para enfrentar toda situação. Que no adeus do colega, conseguimos celebrar os bons momentos juntos. Na vida nada é fácil, a morte vem para os ricos e para os pobres, os términos também, etc. Uma coisa é certa: estamos sempre perdendo, mas mesmo na perda, a vida se desdobra e nos mostra quem realmente somos.

Agradeço a todos que participaram da minha vida e não estão mais presentes. Sem vocês eu não estaria aqui, enfrentando tudo e desabafando nesse blog abandonado. Celebro o nosso amor, o nosso carinho, o nossso coleguismo, companheirismo, etc. pois essas coisas ficaram e nunca partirão. Todo esse lado bom agora é parte de mim, é o que me fez homem e devo tudo isso a vocês.

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