terça-feira, 21 de outubro de 2014

"escarra na mão que te afaga..."

Não há mão. Não há afago. Não há...
Agarra-te ao que não existe! Agarra-te Forte! ... Não há o que temer.
Livras-te do que te prende! Não há amarras! Não te firmes.
Afoga-te! Afoga-te! Pois no silêncio de cada partida deixarás para trás o próprio silêncio; a própria partida; a própria (v)ida.
Desista! Não resista! in->exista.

... há muito mais... do que sonha... há muito mais... do que... existir...

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O mundo tem tanta gente legal. Queria traze-las todas comigo. Infelizmente a maioria dessas pessoas legais surgem, tiram uma lasca desse objeto e ao perceberem que não o terão por completo, fogem abandonando-o.
A graça, para mim, não está em possuir, mas em conhecer, compartilhar, em: (con)viver.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sinto a minha falta.
Perguntei a mim mesmo se me namoraria. Silêncio.

Quanto rolinhos eu tenho? Nenhum. Dependendo do ponto de vista é zero ou alguns, tudo isso depende do que se define por "rolinho". Há 5 anos eu responderia facilmente essa questão com: "um" ou "nenhum". Era tudo mais claro, mais simples. Os sentimentos também.
Meu último namoro foi prático e confortável até quehouve uma grande intensidade de loucura, de loucura, não de paixão. A paixonite, tal qual uma gripe, durou no máximo duas semanas e o restante do relacionamento foi sendo levado por comodismo. Eu tinha um personagem que se encaixava perfeitamente no papel de "namorado ideal". Eu sou assim, hoje eu sou assim. Foi um namoro que até hoje não me custou uma gota de lágrima sequer. Foi seco.

Não posso dizer que sinto falta dos dramas gigantes, das brigas horrendas, dos ciúmes bestas e do sexo depois de tudo isso... desse sexo eu sinto falta sim. Há uma saudade de um EU que não volta mais, que talvez a esta ilha e este continente não perteça mais. Provavel mesmo que ele não existe mais, deteriorou-se por anos até se romper no começo desse. Finalmente, e como esperado desde criança, estou sem vínculos e sem conseguir criá-los. Finalmente livre, finalmente posso me lançar ao mundo, ao nada. Posso pegar uma mochila e sair. Posso sair para viajar, estudar, mas mais que tudo, devo reencontrar a vida.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Descobri que era um homem "feito" quando, por escolha própria, deixei o amor da minha vida (até então) por algo que eu conseguia crer ser o mais acertado. Escolhi a paz de uma relação estável, repleta de cumplicidade e de projetos em comum em detrimento de outra, cheia de paixão e amor, mas também de angústia e tormenta.

Depois, descobri que passaria mais uma vez por um fim desastroso, repleto de xingamentos, surtos, cenas e frases como "só te fiz de objeto da minha necessidade de companhia". Mas, foi novamente nessa situação, que me afirmei como um integrante do mundo dos adultos. Essa dor, do término, em nada alterou a minha nova obrigação: o trabalho, recém começado. Levantei todos os dias e dei meu melhor, e consegui.

Na semana seguinte, foi a vez da minha avó ser diagnosticada com câncer de mama. Na outra, o falecimento da minha madrinha. E, nesta, foi meu colega que, num acidente de carro, perdeu a vida.

Estou aqui, com uma sinusite e uma faringite horríveis. Acordando todos os dias às 7 para trabalhar e enfrentar o mundo, deixando amores e descobrindo novos caminhos. Não há o que não se possa enfrentar. Não há regras de como se viver, não há auto-ajuda que explique o mundo. Estou aqui contando e desabafando para mim mesmo alguns dos últimos acontecimentos. Nas crises, descobri grandes amigos, descobri que não estava só e descobri que, mesmo só, poderia continuar carregando o mundo. E não porquê sou especial, mas porque é algo natural do ser humano.

Eu, no meu caso, descobri que no sofrimento de um namoro frustrado, havia inúmeros amigos para abraçar. Que na perda de um ente querido ou na doença de um familiar próximo, a família estaria ali, unida e forte, pronta para enfrentar toda situação. Que no adeus do colega, conseguimos celebrar os bons momentos juntos. Na vida nada é fácil, a morte vem para os ricos e para os pobres, os términos também, etc. Uma coisa é certa: estamos sempre perdendo, mas mesmo na perda, a vida se desdobra e nos mostra quem realmente somos.

Agradeço a todos que participaram da minha vida e não estão mais presentes. Sem vocês eu não estaria aqui, enfrentando tudo e desabafando nesse blog abandonado. Celebro o nosso amor, o nosso carinho, o nossso coleguismo, companheirismo, etc. pois essas coisas ficaram e nunca partirão. Todo esse lado bom agora é parte de mim, é o que me fez homem e devo tudo isso a vocês.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A angústia, escondida em cada sorriso, procura desesperadamente uma resposta, um tratamento, uma solução. Pra não dizer: uma salvação.
Desabafo aqui, pois o desabafo nada mais é que o exorcismo da angústia. É no meu berro expresso nesta escrita que ela se liberta de mim. E, finalmente, meu corpo abandonado amolece; os olhos pesam; a respiração fica lenta; e o mundo cessa. E quem quer saber?